sábado, 30 de janeiro de 2016

Um projeto une arquitetura moderna e meio ambiente, a fim de encorajar uma interação maior dos moradores com os espaços ao ar livre. O projeto arquitetônico é do escritório 5+ Design, de Hollywood. Para Tim Magill, diretor do escritório, o projeto representa o sonho americano em formato vertical.
Projeto une arquitetura moderna e meio ambiente | Instituto Bramante
Chamado de Krystal Laputa, o projeto de arquitetura contempla uma série de arranha-céus residenciais que mesclam moradias modernas com design ambiental. Os prédios, localizados em Chengdu, na China, serão conectados por espaços verdes, que incluem marinas, hidrovias e pontes terrestres, que contarão com espaços recreativos.
Projeto une arquitetura moderna e meio ambiente | Instituto Bramante
A ideia dos arquitetos foi criar uma comunidade de até 30 andares, através de três torres e uma estrutura baixa. Cada uma das unidades de dois a três dormitórios terá seu próprio jardim, sua própria piscina e um espaço à parte para ser usado como escritório ou casa de hóspedes.
Projeto une arquitetura moderna e meio ambiente | Instituto Bramante
Para o diretor, “é uma casa californiana idealizada, e cria quase um senso de comunidade, com os elementos que a compõem”.
Projeto une arquitetura moderna e meio ambiente | Instituto Bramante
Erguido sobre o terreno montanhoso e lagos da região de Chengdu, o projeto arquitetônico conta com 150.000 metros quadrados – e é estritamente residencial, com fitness center e spa no andar mais baixo. A cobertura de 4.000 metros quadrados se destaca no topo.
Projeto une arquitetura moderna e meio ambiente | Instituto Bramante

As torres residenciais estão localizadas em um lago artificial e uma casa de chá no piso principal fica suspensa sobre as águas. O lago, além de proporcionar uma linda vista para os moradores, também funciona como um santuário da vida selvagem. Ao sair do elevador para suas casas, os moradores dão direto em um jardim privativo que cerca cada unidade residencial. O projeto de arquitetura faz da natureza parte integrante e constante da vida das pessoas.
Projeto une arquitetura moderna e meio ambiente | instituto Bramante
É, sem dúvidas, um projeto arquitetônico luxuoso, mas sensível às questões de sustentabilidade.
Projeto une arquitetura moderna e meio ambiente | Instituto Bramante
Os arquitetos fizeram uso de engenharia marinha e filtragem natural para limpar a água. A água sai mais limpa do que quando entra, sendo um ponto positivo para o meio ambiente como um todo.
Cada unidade terá uma forma e uma posição ligeiramente diferentes no projeto arquitetônico. Segundo o diretor do escritório de arquitetura, “formas ondulares brincam com a sensação de forma e espaço, enquanto as varandas e os cômodos se projetam para fora, criando uma estética geométrica”. “É projetado de forma que as unidades se alternem para frente e para trás, com uma forte sensação de leveza”, ele complementa.
Projeto une arquitetura moderna e meio ambiente | Instituto Bramante
Cada unidade se abre para o céu, para as montanhas e para as águas abaixo. Cada unidade conta com uma visão de 270 graus, e os apartamentos da cobertura terão uma vista de 360 graus, permitindo aos moradores apreciar os arredores, mesmo quando estiverem no interior das residências.
Projeto de arquitetura de 5+ Design

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

CAU critica texto da ampliação do Supersimples aprovado na Câmara dos Deputados

Em nota, órgão faz recomendações para que escritórios de arquitetura optem pelo regime tributário mais adequado

Kelly Amorim, do Portal PINIweb
10/Junho/2014
Shutterstock
 
O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) divulgou nesta segunda-feira (9) uma nota em que critica a forma como a universalização do Programa Simples Nacional (Supersimples), aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, poderá prejudicar algumas empresas dependendo do valor de suas receitas.
Se aprovada no Senado e pela presidente Dilma Rousseff, a nova tabela começa a vigorar em 1º de janeiro de 2015. A principal crítica é de que as mudanças não alteraram as alíquotas progressivas de 16,93% a 22,45% previstas na Tabela VI do texto aprovado, apenas incluíram no regime tributário diferenciado mais 140 segmentos de empresas que devem ter faturamento anual de até R$ 3,6 milhões.

"As empresas de arquitetura com receita brutal anual de até R$ 180 mil, por exemplo, pagarão uma alíquota total de 16,93% (14,93% referente ao IR, PIS/Pasep, CSLL, Cofins e CPP e 2% de ISS). Ou seja, maior que o regime atual, cuja soma das alíquotas corresponde a 16,33% do faturamento do escritório", diz a nota.
O comunicado ressalta ainda o posicionamento de várias entidades contra a aprovação da universalização do Supersimples, entre elas, a Federação do Comércio de São Paulo, que lembra que as alíquotas de 16,93% e 22,45% previstas para várias atividades são superiores às taxas praticadas anteriormente no mesmo enquadramento, entre 4,35% e 16,85%.
Por fim, o CAU fez recomendações para que, caso o projeto seja aprovado pelo Senado, os escritórios de arquitetura façam uma análise detalhada do assunto, simulando os vários regimes de tributação antes da opção entre o Lucro Presumido, o Lucro Real ou o Simples Nacional.
Veja os exemplos recomendados:
1) Empresa com faturamento anual bruto de R$ 180.000,00, sem folha de pagamento:
a) O percentual pago hoje por empresas com opção de tributação pelo Lucro Presumido, recolhe 16,33%, sendo 11,33% relativo a PIS/COFINS/CSLL/IRPJ - 11,33% e ISS - 5%. Tomando como base um faturamento anual de R$ 180.000,00, a empresa optante pelo recolhimento do Lucro Presumido pagaria o equivalente a R$ 20.394,00 (11,33%) mais R$ 9.000,00 (5%), totalizando o valor de R$ 29.394,00;
b) Se a empresa não possuir nenhum empregado, não é vantagem fazer a alteração para o Simples Nacional, uma vez que fazendo a opção pelo regime o percentual de recolhimento é de 16,93%, ou seja, pagaria um valor anual de R$ 30.474,00, o que significa um valor a maior de R$ 1.080,00, quando comparada com a empresa optante pelo regime de tributação pelo Lucro Presumido.
2) Empresa com Faturamento Bruto Anual e com folha de pagamento de R$ 3.000,00 mensal:

a) Pelo regimente de tributação pelo Lucro Presumido, a empresa pagaria no ano, o valor de R$ 39.456,00, sendo R$ 29.394,00 (total IRPJ/PIS/COFINS/CSLL e ISS) mais R$ 10.062,00 de INSS Patronal (25,80% sobre a folha de pagamento);
b) Pelo Simples Nacional, a empresa pagaria no ano, o valor de R$ 30.474,00 que corresponde a 16,93%, que é primeira faixa da Tabela do anexo VI. Neste caso é vantagem a empresa fazer opção pelo Simples Nacional, que pagaria a menor o valor de R$ 8.982,00 (oito mil, novecentos e oitenta e dois reais) anual.

Arquitetura e Urbanismo: beleza é fundamental?

rreformaÉ comum as pessoas terem dúvidas sobre a profissão do arquiteto, sem saber ao certo qual o papel e responsabilidade desse profissional. Isso porque a arquitetura se cruza com a engenharia civil e ambas as profissões intervém no meio ambiente por meio de construções. E você que está prestes a escolher uma profissão, sabe qual a diferença entre esses dois campos? O que faz exatamente o arquiteto?
A pergunta que fizemos no título tem tudo a ver com o trabalho do arquiteto, pois ele é o profissional responsável por pensar na beleza, na harmonia e funcionalidade dos espaços que serão construídos. É papel do arquiteto desenvolver projetos de casas, prédios comerciais, industrias ou edifícios,  buscando tornar o ambiente não só atrativo, mas também confortável para quem irá usá-lo. Neste caso, entra desde o desenho da obra (que também pode ser feito pelo engenheiro), como o planejamento de luminosidade, acessibilidade e ventilação, por exemplo.
O arquiteto também pode trabalhar como urbanista, planejando bairros e cidades pensando no bem-estar da população que irá viver naquele determinado lugar. Ele também pode prever o crescimento de localidades que não foram previamente arquitetadas, propondo assim melhorias urbanas nas estradas, nas calçadas, no saneamento etc. Já o engenheiro civil é responsável pela parte estrutural das construções e encarrega-se dos projetos técnicos, como projeto elétrico, hidráulico, estrutural. Ele também pode projetar, mas quem tem a especialidade de criar, aplicando conceitos sociais, técnicos e estéticos é mesmo o arquiteto, que pode ainda desenvolver projetos de paisagismo e decoração.
Para a coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unicesumar, Berna Valentina Bruit, a arquitetura é uma ciência mais aberta que a engenharia. “A arquitetura tem o foco no projeto. Seja um projeto de uma casa, um bairro, tudo isso precisa ser alimentado por outras áreas, por isso estudamos disciplinas da área de humanas. O foco da engenharia é mais na estrutura, nos cálculos. Enquanto a engenharia é mais focada na área de exatas, a arquitetura recebe também diversos conteúdos de humanas”, diz. Mas o curso não foge da matemática. “Muitos perguntam se a formação em arquitetura tem muita matemática. Digo que tem sim, bastante matemática e a física, que o aluno precisa aprender senão ele não consegue desenvolver um projeto. Mas não é uma coisa tão intensa como na engenharia civil”, destaca Bruit.
Outra dúvida frequente que a professora esclarece é sobre a parte dos desenhos. “Muitos alunos me perguntam se eles devem saber desenhar. Digo que eles têm que gostar, pois essa parte do ‘saber’ eles vão aprender na faculdade. Gostar de desenhar, de planejar e fazer projetos é algo essencial para quem sonha em fazer arquitetura”, diz.

Arquitetura pra que te quero



Impulsionada pelo boom da construção civil no país e novas normas técnicas para reformas, a arquitetura está mais acessível e vem sendo cada vez mais valorizada entre os brasileiros, na busca por soluções para otimizar imóveis cada vez menores. A atividade segue em alta com abertura de novas vagas e expansão do mercado de trabalho. Mas é preciso dedicação e aprimoramento constante.
Arquiteto e projeto
Quem fala com exclusividade sobre o atual momento da profissão ao blog do Adzuna Brasil é a arquiteta e mestre em Engenharia de Produção Elenara Stein Leitão, cujo trabalho se caracteriza pelo foco na praticidade e conforto de vida do usuário, bem como em manter uma relação de profunda transparência com clientes e parceiros de trabalho. Confira!
1) Apesar das expectativas para o mercado de trabalho para este ano não serem as melhores, especialistas apontam a arquitetura e urbanismo como uma das carreiras mais promissoras para 2015. Você concorda que ela vive um bom momento?
A arquitetura vem acompanhando o boom da construção civil dos últimos anos e o mercado cresceu bastante. Além disso, o número de pessoas que hoje tem acesso ao profissional e sabe a sua importância também aumentou. Ao mesmo tempo o número de faculdades também cresceu bastante. Diria que é uma profissão bastante disputada, não existem muitos concursos públicos na área e, quando existem, as vagas são poucas.
O profissional que pretenda segui-la vai ter que encontrar seu nicho e batalhar constantemente pelo seu espaço. As chances de trabalho também aumentaram bastante com a entrada em vigor da NBR 16.280, que exige a participação de um arquiteto ou engenheiro nas obras de reforma. Por sua vez, o urbanismo ainda tem um campo amplo a ser explorado. Nossas cidades carecem da atuação de profissionais habilitados para regulá-las. Enfim, campos de atuação existem e devem ser garimpados pelos profissionais.
2) Essa é uma área que atrai um grande número de vestibulandos, tanto que já existem hoje cerca de 300 cursos no país. Com uma grade que mescla disciplinas as áreas de humanas e exatas, quais aptidões você considera que um arquiteto e urbanista deve ter? É realmente necessário saber desenhar ou gostar de matemática, por exemplo?
Aptidões necessárias: capacidade de auto crítica, curiosidade, inteligência espacial (capacidade de enxergar o espaço e o que vai ser proposto, antes de colocado no papel). Matemática e geometria fazem, sim, parte das disciplinas necessárias para o curso e, mesmo que não sejam “experts”, sugiro que quem tem horror a elas, repense a sua escolha.
Projeto de arquitetura
Desenhar, mesmo que esquematicamente, é super importante. Não é preciso ser um artista plástico, mas muitos dos grandes arquitetos aprenderam arquitetura viajando e desenhando o que viam. Gostar de ler, ter mente aberta, ser criativo. Enfim, trabalhar em si para formar o seu repertório pessoal, que vai ser o grande diferencial de cada arquiteto.
3) São diversas as áreas em que o profissional pode atuar tais como projeto arquitetônico, arquitetura de interiores, design de móveis ou objetos, paisagismo, edificações. O que você acha que esses estudantes não devem sair da faculdade sem saber? Quais competências têm sido mais valorizadas no mercado?
As ferramentas CAD são importantes, mas são ferramentas. Teoricamente um papel e lápis podem fazer um grande projeto. Mas um grande arquiteto que souber também dominar o AutoCAD, Sketchup, Revit, Bim e os renders da vida, sempre se salientará. Essas ferramentas CAD são o caminho para os estágios durante a faculdade. Saber dosar o tempo para aprimorar o seu repertório e as ferramentas é uma dica.
A competência mais valorizada sempre será o talento. Mas para que esse talento seja reconhecido é preciso que seja mostrado. Então saber vender e administrar o seu trabalho é fundamental.  Relacionamento é uma palavra-chave em qualquer profissão. Para um profissional liberal é fundamental.
4) Com mais de 100 mil profissionais ativos, o país registra hoje um índice de 0,55 arquiteto por cada grupo de mil habitantes, relação semelhante àquela dos países desenvolvidos. Você acha que a arquitetura está mais acessível no Brasil atualmente?
Sem dúvida a arquitetura está mais acessível. Quando me formei nos anos 80, o profissional arquiteto era visto como um profissional caro e de elite. Hoje tenho feito projetos, vistorias e reformas em apartamentos de poder aquisitivo mais baixo. Mais pessoas valorizam a atuação do arquiteto em seus espaços e nos chamam para resolvê-los, o que é muito bom e muito gratificante.
Projeto de arquitetura